Luana Consultoria Acadêmica

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

          DICAS DE COMO ELABORAR UM BOM SUMÁRIO SEM DORES DE CABEÇA (NBR 6027/2012)


Último elemento pré-textual de um trabalho acadêmico, obrigatório. No sumário devem ser apresentadas as divisões, seções e demais partes do texto, sempre relacionadas ao número da página correspondente.
- A palavra “sumário” deve aparecer centralizada, na margem superior, em folha ou página distinta, em caixa alta, negrito, espaço 1,5 de entrelinhas e sem indicativo numérico. Além disso, digitado em fonte tamanho 12 e espaçamento 1,5 de entrelinhas.
- Todos os títulos e subtítulos devem constar no sumário, mas os elementos pré-textuais não devem ser inseridos aqui.
- A formatação dos títulos e subtítulos devem estar de acordo com o texto.
- Atente-se para a paginação, essa deve estar em conformidade com o texto. Essa questão é central pois lembrem-se: à medida que a gente vai fazendo correções, inserindo e retirando elementos do texto, a paginação muda e, se a gente não elabora o sumário com o recurso do word, por exemplo, isso gera uma enorme dor de cabeça.
- A sugestão é: ao contrário do que a maioria pensa, o sumário deve ser a primeira parte do trabalho a ser pensada pois, com isso, a gente organiza as ideias, sabe o que já foi feito e tem menos trabalho no final. Inicialmente, elabore um sumário bem detalhado para, justamente, facilitar sua vida dessa maneira.
- Nivele os números das páginas à direita. Já os indicativos numéricos das seções e subseções, à esquerda, conforme a NBR 6024/2012, sucedidos pelos seus títulos.
- caso seu trabalho tenha mais de um volume, em cada um deve haver o sumário completo.

É isso. Espero ter ajudado, mas, caso opte, contrate-nos, você não irá se arrepender.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O RESUMO É A PORTA DE ENTRADA DE TODO TRABALHO.

(NBR 6028)

Ao procurarmos uma boa leitura, o que primeiro lemos? O título. A expectativa, portanto, é que o título desperte em um possível leitor o interesse desse em abrir o arquivo e aprofundar no assunto. Por isso, essa primeira frase de um trabalho deve estar bem elaborada, destacando o tema da pesquisa e, se for um estudo de caso, o local em que foi realizada.
Depois, caso o leitor seja atraído pelo título, geralmente, ele se dirige a que parte do trabalho? O resumo. Por ele, deve-se ter uma noção do que o trabalho vai tratar: o assunto, o que motivou sua realização, o desenvolvimento da pesquisa e os resultados. O leitor deve ser capaz de saber em que aquela leitura vai acrescentar-lhe. Além disso, provavelmente, notar-se-á o estilo de escrita do(a) autor(a), a organização do texto e alguns outros quesitos que cada autor(a) deve estar atento(a).

É comum vermos resumos que mais parecem introduções pois não expõem os elementos obrigatórios que, independentemente do tipo de pesquisa, devem constar no resumo. Lembrem-se de colocar:
- os métodos utilizados
Sejam eles quantitativos ou qualitativos, é de extrema importância a citação de sua metodologia principal. Não há necessidade de que ela seja descrita no resumo, e nem seria cabível devido ao espaço disponível.
- os objetivos escolhidos
Não é obrigatório você ter objetivos específicos, mas para o trabalho ficar mais bem elaborado e com uma leitura mais fluida recomenda-se a enumeração de três a cinco objetivos específicos.
- os resultados alcançados
Assim como na metodologia, os resultados não precisam ser discutidos no resumo. Aqui você irá apenas citar os principais resultados, aqueles que fazem referência direta com seus objetivos.
- suas conclusões
Acrescente apenas aquelas que você julgue mais importantes de serem ressaltadas, aquelas que mantém uma ligação estreita com seu objetivo principal.

É essencial atentarmos para essas informações pois desencadearão em outra norma: a extensão do resumo. Não elabore um resumo muito curto ou muito longo. A orientação é que ele contenha de 150 a 500 palavras. Há de se destacar que são contadas as palavras e não os caracteres.
Em relação às palavras-chave, é comum virem separadas por ponto e vírgula, o que não é correto. Elas devem estar separadas por ponto final e, naturalmente, todas começam por letras maiúsculas.

Quaisquer dúvidas, sugestões e demais comentários façam abaixo.
Obrigada!
Por Luana Viana

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

FORMATAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS

Quem nunca passou por isso: quando você acha que terminou sua pesquisa, seus textos estão prontos, seu trabalho parece concluído...seu orientador devolve o documento para você e pede para formatar de acordo com a ABNT. Mas seu tempo está muito corrido, você não faz ideia de como formatá-lo...e aí você chora, esperneia, mas, no final das contas, vê que não tem outra saída, vai ter que sentar horas e horas na frente de seu PC e quebrar a cabeça com as várias normas impostas, afinal seu trabalho deve ser capaz de alcançar o maior número de pessoas possível. Quem já esgotou a paciência na pesquisa, ou não tem muito tempo sobrando e/ou conhecimento necessário em formatação de trabalho científicos, investe em uma pessoa com conhecimento e experiência suficiente para fazer por ela em muito menos tempo, afinal o diploma a espera (ESTOU DISPONÍVEL!!!). Para aqueles que decidem tentar se aventurar por esse caminho, existe o nosso blog (LUANA Consultoria acadêmica) ;)

Quem já elaborou trabalhos acadêmicos sabe que mesmo que a gente revise diversas vezes a formatação de nossos textos sempre há elementos novos a introduzir e correções a fazer. Embora seja comum alguns deslizes, discentes atentos e comprometidos não devem deixar passar alguns pontos já muito recorrentes e normalizados pela ABNT. A partir de hoje, irei postar uma sequencia de artigos com dicas e orientações a respeito de diversos "detalhes" que geralmente atrapalham e comprometem a elaboração de trabalhos acadêmicos que precisam obrigatoriamente estar de acordo com normalizações estabelecidas. Sei que é chato e exaustivo essa parte e ajudá-los a deixar suas pesquisas mais adequadas, evitando, assim, "puxões de orelha" da banca examinadora.

1 NUMERAÇÃO DAS PÁGINAS (NBR 14724)

A paginação automática correta, em um único documento, ou seja, em um único arquivo, possibilitará a elaboração automática do sumário, o que diminuirá, e muito, seu trabalho. O sumário automático, a medida que você vai acrescentando e retirando itens do seu texto, o que acontece com frequência, pode, com apenas um clique, ser atualizado, inclusive os números que constantemente sofrerão alterações. 

- ONDE COMEÇAR A CONTAGEM DAS PÁGINAS? E ONDE OS NÚMEROS DEVEM COMEÇAR A APARECER? QUAL O LOCAL DOS NÚMEROS?
Muitos discentes ainda insistem em colocar os números a partir da capa. Os números devem aparecer a partir dos elementos textuais, ou seja, introdução. Entretanto, a contagem das páginas inicia dos elementos pré-textuais, exceto a capa que não é contada, é só lembrar que só são contadas as folhas de papel e a capa como tem outro design, geralmente aquela versão dura e na cor preta com letras douradas, não deve ser levada em consideração na contagem.

- DEVO ESCREVER SOMENTE NO ANVERSO OU POSSO UTILIZAR O VERSO TAMBÉM?
Se a quantidade de páginas de seu trabalho for de até 100 folhas a impressão deve ser apenas no anverso (frente), exceto a ficha catalográfica que, necessariamente, deve ser inserida no verso da folha de rosto. Entretanto, se o número for superior a 100 folhas, a impressão pode ser feita também no verso da folha.

- AS FOLHAS DE APÊNDICES E ANEXOS DEVEM SER NUMERADAS? 
A paginação desses dois tipos de elemento deve seguir a do texto principal, ou seja, ser contínua às partes anteriores, seguir a contagem.

- E AS FOLHAS ORIENTADAS NO MODO PAISAGEM?
Se seu trabalho tem folhas no formato de orientação de página "paisagem" (orientações a respeito em artigos que postarei posteriormente) a numeração não poderá seguir esse padrão.

- AFINAL, COMO INSERIR A NUMERAÇÃO DE PÁGINAS?
Se você só apertar no link "número de página", mesmo que o cursor esteja na página da introdução, provavelmente, os números irão aparecer desde a capa, isso se você não tiver realizado os passos a seguir.
Nesse caso, o primeiro passo é inserir uma quebra de seção na página imediatamente anterior  à introdução (sumário). Posicione o cursor logo abaixo do sumário. Em seguida clique na aba layout da página > quebras > próxima página. Clicando duas vezes no cabeçalho ao final do sumário aparecerá a quebra de seção. Desmarque a opção vincular ao anterior. 
Com o cursor na folha da introdução, clique em "número de página > formatar números de página". Aparecerá a caixa de diálogo "formatar número de página". Preencha a opção "iniciar em" com o número da página da introdução (lembre-se de excluir a capa da contagem) e clique em ok. Selecione novamente "número de página > início da página > número sem formatação 3".   Aproveite para escolher o local onde os números de página irão ficar que, pela norma, deve ser no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior direitaDê um clique duplo em cima da numeração na página da introdução. Surgirá a caixa de fonte e tamanho de fonte. Selecione a mesma fonte do trabalho (Times New Roman ou Arial), mas o tamanho menor, 10. Feche o cabeçalho e rodapé.
OBS: Antigamente, a paginação começava com números romanos. Entretanto, hoje, deve ser feita toda em algarismos arábicos.

Caso surjam mais dúvidas sobre esse assunto, coloquem nos comentários. Abraço! 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

CUIDADO COM PLÁGIOS!!!

      Muito se ouve falar sobre plágio e violação dos direitos autorais na música, literatura ou em obras de arte; entretanto, nos últimos anos, essa prática vem se multiplicando, de forma alarmante, no ambiente acadêmico e de pesquisa, por conta do volume e da diversidade de informações, descobertas e conhecimentos disseminados, em especial, pela Internet.
      O plágio não tem nada a ver com a citação bem intencionada e referenciada a autores, com o uso de uma dissertação ou tese como ponto de partida para a construção de uma nova teoria, com a influência inspiradora de um músico, artista plástico ou coreógrafo, ou, ainda, com a coletânea histórica, poética, cultural devidamente caracterizada. No entanto, muitas vezes, o limiar entre o inocente uso das fontes e a cópia maliciosa é bastante estreito, dando margem ao crime, mas também a múltiplas situações de conflito.
      Quando o assunto é plágio, nem tudo é simples e fácil de identificar, principalmente em um universo como o do conhecimento científico. Por isso, para se precaver, mas também para não cometer, é preciso conhecer: não apenas os direitos do autor, mas as diferentes formas de plágio e assanções cíveis e penais.
      CONCEITO DE PLÁGIO
      Plágio não é somente a cópia fiel e não autorizada da obra de outra pessoa −seja ela artística, literária ou científica. É também, e mais comumente, a cópia “da essência criadora sob veste ou forma diferente” (pg. 65 JOA), isto é, a apropriação indevida da produção de outrem mascarada por um modo distinto de escrever ou pela versão para outro idioma, entre várias possibilidades.
      FORMAS DE PLÁGIO
     Segundo o professor Lécio Ramos, citado por Garschagen (2006), existem, pelo menos, três tipos de plágio:
  • Integral: cópia de um trabalho inteiro, sem citar a fonte.
  • Parcial: ‘colagem’ resultante da seleção de parágrafos ou frases de um ou diversos autores, sem menção às obras.
  • Conceitual: utilização da essência da obra do autor expressa de forma distinta da original.

PERGUNTAS RELEVANTES PARA O UNIVERSO ACADÊMICO
     
  1. Ideias são protegidas?
      Não. As ideias são de livre circulação. Entretanto, a materialização em qualquer meio, físico ou virtual, de uma obra com base nas ideias é passível de proteção.
  1. Para a elaboração de um trabalho acadêmico, é possível consultar livros, trabalhos anteriores, publicações, Internet sem cometer o plágio?
      Sim, desde que se utilize a informação como base para o trabalho, citando a fonte e o autor, e se elabore, a partir da consulta, uma concepção nova sobre o tema ou a solução para um problema. 
  1. O trabalho escrito de uma tese ou dissertação admite mais de um autor?
     Não. O trabalho escrito resultante do processo criativo objeto da tese ou dissertação só pode ter um único autor, o aluno, garantindo que ele faça jus ao grau para o qual o trabalho é pré-requisito.  
  1. E o processo criativo técnico ou científico, do qual resultam as invenções, admite coautoria?
     Sim. As criações intelectuais em que as teses ou dissertações se apoiam, em sua maioria, fazem parte de um contínuo de pesquisa e desenvolvimento, podendo ter mais de um criador – como o orientador e seus diversos alunos, por exemplo. O direito dos criadores é protegido por meio de patentes, modelos de utilidade, entre outras formas. A todos deve ser dado o crédito correspondente à participação na propriedade intelectual gerada.
  1. O professor orientador tem direito de escrever e publicar artigos sobre o mesmo tema de teses ou dissertações de seus orientados?
     Sim. O fato de ele ser o orientador torna implícito que domina o tema e que suas pesquisas na área antecedem os trabalhos dos alunos. Em seus artigos, o orientador pode, inclusive, citar os trabalhos de seus orientados, logicamente concedendo os devidos créditos.
Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, entre em contato com a Agência PUC-Rio de Inovação (AGI/PUC-Rio), nos emails: shirley@puc-rio.br (Shirley Coutinho) ou tais@puc-rio.br (Tais Villela).


AUTOR - DEFINIÇÃO, DIREITOS E PROTEÇÃO
     Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica. Quando mais de uma pessoa é a criadora, surge a figura da coautoria: porém, a lei não considera coautor a “quem simplesmente auxiliou o autor na produção da obra literária, artística ou científica, revendo-a, atualizando-a, bem como fiscalizando ou dirigindo sua edição ou apresentação, por qualquer meio”.

Direito de Autor
     É o ramo da ciência jurídica que cuida da proteção das criações do espírito, nos campos da literatura, das artes e das ciências (no Brasil, os direitos e obrigações estão estabelecidos na Constituição Federal, Artigo 5o., Parágrafos 27 e 28, no Código Civil e na Lei 9.610/98, bem como em acordos internacionais).
Proteção ao Direito de Autor
      Independe de registro. Este constitui prova evidente de autoria que se presume pertencer a quem se declara autor, até prova em contrário, e data da criação.
A proteção se inicia com a criação da obra e perdura por 70 anos após a morte do autor, contados a partir do dia 1º de janeiro após o óbito. 
Obras protegidas pelo Direito de Autor
      Nos termos do artigo 7º, da Lei 9.610/98, “são obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como os textos de obras literárias, artísticas ou científicas; as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza; as obras dramáticas e dramático-musicais; as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica se fixe por escrito ou por outra qualquer forma; as composições musicais, tenham ou não letra; as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as cinematográficas; as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia; as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e arte cinética; as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma natureza; os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência; as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais, apresentadas como criação intelectual nova; os programas de computador; as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicionários, bases de dados e outras obras, que, por sua seleção, organização ou disposição de seu conteúdo, constituam uma criação intelectual”.
Os direitos decorrentes dessa proteção são de ordem moral e patrimonial
     Os direitos morais do autor são os de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra; o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra; o de conservar a obra inédita; o de assegurar a integridade da obra,opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra; o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada; o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizadaquando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem; o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.
    São direitos patrimoniais, para o que diz respeito aos objetivos destas orientações básicas, “o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra literária, artística ou científica.” Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como a reprodução parcial ou integral; a edição; a adaptação; a tradução para qualquer idioma; a distribuição, quando não intrínseca ao contrato firmado pelo autor com terceiros para uso ou exploração da obra; a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou científica, mediante quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser inventadas. 

Não constitui ofensa ao Direito de Autor


I - a reprodução:
        a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;
        b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas de qualquer natureza;
        c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagemfeitos sob encomenda, quando realizada pelo proprietário do objeto encomendadonão havendo a oposição da pessoa neles representada ou de seus herdeiros;
        d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários;
        II - a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro;
        III - a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra;
        IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou;
        V - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de rádio e televisão em estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração à clientela, desde que esses estabelecimentos comercializem os suportes ou equipamentos que permitam a sua utilização;
        VI - a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro;
        VII - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir prova judiciária ou administrativa;
       VIII - a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.".


PLÁGIO – RESPONSABILIDADES E SANÇÕES
     Como regra geral, todo aquele que contribui com culpa para um ilícito é co-responsável pela suas consequências. Especificamente no que diz ao Direito de Autor, é certamente responsável o autor da obra que constitui plágio.
Dada a complexidade da matéria, a responsabilização de terceiros deve ser apurada em cada caso concreto, sendo certo que a avaliação da participação de um eventual corresponsável – professor, orientador, pesquisador e outros -  deve partir da identificação de sua culpa no evento. Ou seja, só há possibilidade de responsabilização quando comprovadamente houver ciência do plágio ou quando houver clara e inaceitável negligência na identificação da violação.
As sanções são de ordem civil e penal

Na esfera civil:
 “o titular cuja obra seja fraudulentamente reproduzida, divulgada ou de qualquer forma utilizada,poderá requerer a apreensão dos exemplares reproduzidos ou a suspensão da divulgação, sem prejuízo da indenização cabível.” Além disso “quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade

No campo penal:
“Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003).
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003).
§ 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma,sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003).
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003)”.

Créditos/Fonte: http://www.puc-rio.br/sobrepuc/admin/vrac/plagio.html

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Por que é tão difícil concluir TCCs?

Você suou para passar no vestibular, concluir as disciplinas e quando você achava que estava terminando o curso...aparece o fantasma do TCC. A elaboração de qualquer trabalho acadêmico pressupõe muitas dificuldades, que, se mal administradas, podem colocar todo sacrifício anterior a perder, comprometendo a conclusão do projeto e, consequentemente, do curso.

Muitos desses trabalhos que são necessários para concluir os cursos devem ser orientados por professores. Entretanto, devido à sobrecarga de atividades e desconhecimento quanto às regras da ABNT, muitos orientadores não fazem jus a esse cargo. Em decorrência dessa realidade, boa parte dos alunos, se não forem todos, apresentam dificuldades nessa etapa indispensável para término do curso, seja na redação do texto, organização do trabalho, formatação da ABNT, criação de slides para apresentação, entre outros.
Januário - nome fictício, graduado a dez anos, ainda hoje lembra do sacrifício que foi concluir seu TCC em agronomia. Sua maior dificuldade foi a escrita do trabalho. Quando entregava o projeto ao orientador, sempre se surpreendia com a necessidade de reescrita constante do mesmo. Segundo ele, o orientador alegava que ele podia trabalhar com tudo menos com escrita de textos.
Juliana - nome fictício - em seu TCC em medicina, sonhava em trabalhar com os idosos de um abrigo que conheceu em uma disciplina da graduação, mas após sua orientadora rejeitar o tema do projeto, teve de acatar sua decisão,embora bastante decepcionada, e ficará um bom tempo em outro trabalho que frustou suas expectativas, o que gera insegurança quanto aos resultados.
Acho que o principal dilema enfrentado é a questão da administração do tempo. Saber separar tempo para cada atividade é muito difícil. Por isso, muitos estudantes deixam para última hora tarefas que deveriam ser feitas com antecedência. Isso acontece porque além da pressão da coordenação do curso e do orientador quanto ao prazo de entrega, ainda tem o estudo para as disciplinas que fecham os créditos, a atenção para a família, amigos, cônjuge ou namorado e cuidados com filhos, além de outros afazeres. Como conciliar tudo?
Algumas pontos que você precisa saber
Assim como esses dois casos, baseados em histórias reais, muitos outros estudantes enfrentam várias barreiras durante essa etapa de conclusão de curso. Para que os principais problemas não te peguem de surpresa e sejam motivos de reprovação ou inquietações, você deve começar por antever as dificuldades que poderão surgir. A seguir confira alguns dos aspectos que devemos levar em consideração antes mesmo de começarmos a encarar esse bicho papão que muitos consideram ser o TCC:
As informações abaixo foram retiradas do site http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/nocampus/conteudo.phtml?id=1241572

Tema ajustado
Escolher o tema do TCC não é tão simples quanto parece. Não basta o aluno gostar de um assunto. É preciso que o orientador escolhido domine a temática ou que ela esteja dentro de uma de suas linhas de pesquisa. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, esse quesito deve ser seguido, embora a exigência seja mais forte na pós-graduação. O professor de Metodologia da Pesquisa em Ciência Política da UFPR Nelson Rosário de Souza diz que o curso ganha pontos quando a pesquisa na graduação está articulada com as linhas seguidas nos programas de mestrado e doutorado. Em instituições privadas, a escolha do tema é mais livre, mas também há limite. “Aconselhamos que o estudante pense em algo que será útil no mercado de trabalho. Não adianta pensar em projetos que nunca serão concretizados no Brasil”, explica a professora de Pesquisa em Enfermagem da Faculdade Evangélica do Paraná Fabíola Schirr Cardoso. Ela aconselha que o aluno invista em áreas que carecem de pesquisa, afastando-se de temas já esgotados por inúmeros estudos.
Nem amigos, nem opostos
Nem todas as universidades permitem que o aluno escolha o orientador, mas é importante que os dois tenham um bom relacionamento – não necessariamente de amizade. “Se forem muito próximos, a orientação pode ficar comprometida, pois o professor precisa ser firme para cobrar prazos e qualidade”, comenta o orientador de TCCs do curso de Medicina da Universidade Positivo Marcos Fabiano Sigwalt. Harmonia não significa terem o mesmo ponto de vista. Contudo, o professor de Metodologia do mestrado de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná Ericson Falabretti considera fundamental que a posição ideológica do orientador não interfira no trabalho. Como isenção absoluta é impossível, ele recomenda que a escolha seja por alguém que não pense completamente diferente. Com o orientador definido, é preciso que o aluno compreenda que o papel do professor é guiá-lo, não ser coautor do trabalho. Muitas vezes o estudante se irrita porque pensa que terá mais ajuda, mas, na verdade, o TCC serve para que ele se identifique e se ambiente com as pesquisas científicas.
Calendário rígido
Uma orientação bem feita requer, segundo os docentes, um encontro semanal, no qual o professor lê o que foi produzido e passa novas tarefas. Os alunos que cumprem esse calendário tendem a ter um bom resultado final porque tiveram tempo para arrumar o que foi preciso. Os que não cumprem dão o primeiro passo para o desentendimento. “É o que mais nos irrita. Aluno em orientação precisa ter planejamento de leitura e comprometimento. Não pode faltar a orientação, pois ela é fundamentalmente contato, troca de informação”, diz o professor Ericson Falabretti. É esse contato que permite ao orientador identificar casos de plágio. Para um aluno chegar à banca com um trabalho copiado é porque o professor não checou de perto a produção do acadêmico. “Hoje até as falsificações são entregues aos poucos ao professor. Se ele não tiver um olhar mais atento, vai cair na armadilha”, comenta Fabíola Schirr Cardoso. Nesse caso, existem dois desfechos: o pedido para que o trabalho seja refeito ou, menos comum, a abertura de processo administrativo e reprovação.
Troca necessária
Quando o estudante não cumpre os prazos ou o orientador mostra-se ausente, uma nova parceria pode ser a melhor opção. Tanto de um lado quanto do outro, a situação é delicada e requer cuidado na hora da conversa. Em geral, as universidades permitem essa troca. No entanto, em ambos os casos, ela dependerá da disponibilidade de outro professor e pode comprometer o resultado final do TCC se a mudança for feita em cima da hora. O novo professor terá de revisar o que havia sido feito e pode pedir alterações. Foi o que ocorreu com uma estudante de Ciências Contábeis que não quis ser identificada. Depois de seguir as orientações de um professor durante um semestre, o docente foi substituído e o novo orientador passou a criticar tudo que já estava pronto. Com pouco tempo, ela se viu desesperada ao ter de refazer praticamente tudo. A jovem não foi aprovada na primeira banca e teve uma semana para se preparar para a nova apresentação. “Foi a experiência mais estressante que tive. Cheguei ao ponto de achar que não aguentaria a pressão”, conta.
Para tentar amenizar o sofrimento de estudantes que não conseguem dar prosseguimento ao trabalho de conclusão de curso, ofereço minha consultoria acadêmica em vários quesitos indispensáveis a um bom rendimento dessa etapa como formatação ABNT, revisão gramatical e ortográfica, auxílio em pesquisas. É bom frisar que nesses serviços não está incluída a elaboração de trabalhos acadêmicos pois entendo que é fundamental ao estudante passar por esse processo de aprendizagem.
E você? Já passou ou está passando por alguma experiência acadêmica no trabalho de conclusão de seu curso? Compartilhe.