Por que é tão difícil concluir TCCs?
Você suou para passar no vestibular, concluir as disciplinas e quando você achava que estava terminando o curso...aparece o fantasma do TCC. A elaboração de qualquer trabalho acadêmico pressupõe muitas dificuldades, que, se mal administradas, podem colocar todo sacrifício anterior a perder, comprometendo a conclusão do projeto e, consequentemente, do curso.
Muitos desses trabalhos que são necessários para concluir os cursos devem ser orientados por professores. Entretanto, devido à sobrecarga de atividades e desconhecimento quanto às regras da ABNT, muitos orientadores não fazem jus a esse cargo. Em decorrência dessa realidade, boa parte dos alunos, se não forem todos, apresentam dificuldades nessa etapa indispensável para término do curso, seja na redação do texto, organização do trabalho, formatação da ABNT, criação de slides para apresentação, entre outros.
Juliana - nome fictício - em seu TCC em medicina, sonhava em trabalhar com os idosos de um abrigo que conheceu em uma disciplina da graduação, mas após sua orientadora rejeitar o tema do projeto, teve de acatar sua decisão,embora bastante decepcionada, e ficará um bom tempo em outro trabalho que frustou suas expectativas, o que gera insegurança quanto aos resultados.
Acho que o principal dilema enfrentado é a questão da administração do tempo. Saber separar tempo para cada atividade é muito difícil. Por isso, muitos estudantes deixam para última hora tarefas que deveriam ser feitas com antecedência. Isso acontece porque além da pressão da coordenação do curso e do orientador quanto ao prazo de entrega, ainda tem o estudo para as disciplinas que fecham os créditos, a atenção para a família, amigos, cônjuge ou namorado e cuidados com filhos, além de outros afazeres. Como conciliar tudo?
Algumas pontos que você precisa saber
Assim como esses dois casos, baseados em histórias reais, muitos outros estudantes enfrentam várias barreiras durante essa etapa de conclusão de curso. Para que os principais problemas não te peguem de surpresa e sejam motivos de reprovação ou inquietações, você deve começar por antever as dificuldades que poderão surgir. A seguir confira alguns dos aspectos que devemos levar em consideração antes mesmo de começarmos a encarar esse bicho papão que muitos consideram ser o TCC:
As informações abaixo foram retiradas do site http://www.gazetadopovo.com.br/vida-universidade/nocampus/conteudo.phtml?id=1241572
Tema ajustado
Escolher o tema do TCC não é tão simples quanto parece. Não basta o aluno gostar de um assunto. É preciso que o orientador escolhido domine a temática ou que ela esteja dentro de uma de suas linhas de pesquisa. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, esse quesito deve ser seguido, embora a exigência seja mais forte na pós-graduação. O professor de Metodologia da Pesquisa em Ciência Política da UFPR Nelson Rosário de Souza diz que o curso ganha pontos quando a pesquisa na graduação está articulada com as linhas seguidas nos programas de mestrado e doutorado. Em instituições privadas, a escolha do tema é mais livre, mas também há limite. “Aconselhamos que o estudante pense em algo que será útil no mercado de trabalho. Não adianta pensar em projetos que nunca serão concretizados no Brasil”, explica a professora de Pesquisa em Enfermagem da Faculdade Evangélica do Paraná Fabíola Schirr Cardoso. Ela aconselha que o aluno invista em áreas que carecem de pesquisa, afastando-se de temas já esgotados por inúmeros estudos.
Nem todas as universidades permitem que o aluno escolha o orientador, mas é importante que os dois tenham um bom relacionamento – não necessariamente de amizade. “Se forem muito próximos, a orientação pode ficar comprometida, pois o professor precisa ser firme para cobrar prazos e qualidade”, comenta o orientador de TCCs do curso de Medicina da Universidade Positivo Marcos Fabiano Sigwalt. Harmonia não significa terem o mesmo ponto de vista. Contudo, o professor de Metodologia do mestrado de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná Ericson Falabretti considera fundamental que a posição ideológica do orientador não interfira no trabalho. Como isenção absoluta é impossível, ele recomenda que a escolha seja por alguém que não pense completamente diferente. Com o orientador definido, é preciso que o aluno compreenda que o papel do professor é guiá-lo, não ser coautor do trabalho. Muitas vezes o estudante se irrita porque pensa que terá mais ajuda, mas, na verdade, o TCC serve para que ele se identifique e se ambiente com as pesquisas científicas.
Uma orientação bem feita requer, segundo os docentes, um encontro semanal, no qual o professor lê o que foi produzido e passa novas tarefas. Os alunos que cumprem esse calendário tendem a ter um bom resultado final porque tiveram tempo para arrumar o que foi preciso. Os que não cumprem dão o primeiro passo para o desentendimento. “É o que mais nos irrita. Aluno em orientação precisa ter planejamento de leitura e comprometimento. Não pode faltar a orientação, pois ela é fundamentalmente contato, troca de informação”, diz o professor Ericson Falabretti. É esse contato que permite ao orientador identificar casos de plágio. Para um aluno chegar à banca com um trabalho copiado é porque o professor não checou de perto a produção do acadêmico. “Hoje até as falsificações são entregues aos poucos ao professor. Se ele não tiver um olhar mais atento, vai cair na armadilha”, comenta Fabíola Schirr Cardoso. Nesse caso, existem dois desfechos: o pedido para que o trabalho seja refeito ou, menos comum, a abertura de processo administrativo e reprovação.
Quando o estudante não cumpre os prazos ou o orientador mostra-se ausente, uma nova parceria pode ser a melhor opção. Tanto de um lado quanto do outro, a situação é delicada e requer cuidado na hora da conversa. Em geral, as universidades permitem essa troca. No entanto, em ambos os casos, ela dependerá da disponibilidade de outro professor e pode comprometer o resultado final do TCC se a mudança for feita em cima da hora. O novo professor terá de revisar o que havia sido feito e pode pedir alterações. Foi o que ocorreu com uma estudante de Ciências Contábeis que não quis ser identificada. Depois de seguir as orientações de um professor durante um semestre, o docente foi substituído e o novo orientador passou a criticar tudo que já estava pronto. Com pouco tempo, ela se viu desesperada ao ter de refazer praticamente tudo. A jovem não foi aprovada na primeira banca e teve uma semana para se preparar para a nova apresentação. “Foi a experiência mais estressante que tive. Cheguei ao ponto de achar que não aguentaria a pressão”, conta.
Para tentar amenizar o sofrimento de estudantes que não conseguem dar prosseguimento ao trabalho de conclusão de curso, ofereço minha consultoria acadêmica em vários quesitos indispensáveis a um bom rendimento dessa etapa como formatação ABNT, revisão gramatical e ortográfica, auxílio em pesquisas. É bom frisar que nesses serviços não está incluída a elaboração de trabalhos acadêmicos pois entendo que é fundamental ao estudante passar por esse processo de aprendizagem.
E você? Já passou ou está passando por alguma experiência acadêmica no trabalho de conclusão de seu curso? Compartilhe.
vamos luana assim você pode ir longe
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